segunda-feira, março 26, 2007

-Crônica de uma especificidade fugaz

É uma viagem solitária -
Evoluir é como estar de luto pelo eu-mesmo que passou.

A imensidão se apequena abraçando à lealdade
A necessidade curva-se frente ao respeito
A irritação torna-se riso no amor do amém.

Relembrar-se é como desapegar-se com elegância
Observar é um tensionar relaxante que atrai detalhes
Acariciar é como ingenuamente encaixar-se chave nalguma fechadura
Amar é um dilatar da pupila do olho que é o coração.

É uma viagem solitária -
Conhecer-se é como sentir um pensamento inescapável.

A guloseima e a água: irmãs
A noite e a musa: comadres
A nudez e a luz: amantes
A alegria e a saúde: comparsas
O ídolo e o jumento: irmãos
O dia e o inimigo: compadres
O pudor e o nada: juízes
O torpor e o desprezo: máscaras.

Cantar pra que o mundo gire
ALIKA F.

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