quinta-feira, março 22, 2007

POBRE POEMA


Não me preocupo com seus lábios,

Mas ah,

esse céu carregado de estrelas

como um manto que cobre a montanhade dos nosso pés


Inevitavel inspiração do ser

Inviavel comparação para entreter

Passatempo das horas vagas

Tic tac das madrugadas


Nossos sonhos concatenam

bocas que se beijam

palavras cruzadas e mudas

escalada de sensações e cheiros que se permuta


caldeirão da entrega total

borbulha, estoura a veia

espirra o ovo na frigideira

Monotonia do dia a dia


a mesma pela qual subimos todos os dias,

para no topo contemplar

o que construímos

como me preocupar ?


Negação do ser

Quando o ser não é mais ti

Ah Mas esse ceu ...

deixa qualquer pensamento calar


A poluição desse coração dissipar

a fumaça de pensamentos acabar

Cada pequena letra uma ilusão

Apenas o céu paira e consagra a coroação


Cintilante pontos de passado caem

Astro rei da madraguda

seus peus bem frios , as mãos suadas

de costas, atada .


o minimo movimento do corpo

nadando com o boto

Uma lenda de iara

paira , dispara


pobre poema

como se o seu pulsar

fosse a ultima coisa

que desejo em mim


O gozo final

o desfrute do ser

maia, mia , apita

cintilante planton animal


MSN:anaterazu@hotmail.com

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