Abrir logo aquelas fitas coloridas dela,
a ansia do presente que se acabou de ganhar.
Passa cintura , cruza os dedos,cruza as costas,
termina no cabelo e fivela.
Passar os pensamentos pelo vestido,
cada canto escondido, decotes da mente,
os botões do desejo, a aquarela da maquiagem dela
as tintas de uma juventude que não quer rachar.
Escolher intimamente um pedaço dela
desenrolar todo o sentimento
Extraviar os pensamentos por uma caixa aberta
Entre os limites da surpresa e a superfícies que me comporta
Será que existe mesmo uma resposta?
Para o que nem tive coragem perguntar.
o vestido de flores que não tive coragem de desatar.
A rosa que hesitei em despetalar
Ali no chão ficam os pedaços de mim,
do espartilho e da cinta liga.
E todas as curvas falam se duvidar.
Estreita fresta que escolhi penetrar.
Amarrar suas lindas fitas,
ela embrulhada toda em mim
e com todo prazer desamarrar
Dela sim, não posso duvidar.
Abrir outros pedaços dela
em suas fitas dançar
embalar, enroscar , suas pernas devorar
Em seu corpo todo me amarrar
Traçar suas fitas e nunca mais me desatar.
Anaterazu@hotmail.com
Um comentário:
dá fome de ternura, sede de carinho; instiga à perfeita acasalação, inspira à sublime degustação na ceia do amor entre homem e mulher, bicho e natureza, luz e treva, Deus e dúvida
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